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Home Theater: 2.0, 2.1, 3.1.2, 5.0, 5.1, 7.1, 7.2, 7.1.2 7.1.4, 7.2.4, 9.1.2, 9.1.4

04/03/2020 Dicas comentarios
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Kelen Francioni
Redator da So Fast

Quer saber mais sobre sistemas de som, bem como canais que compõem um sistema de som? Pois bem, seja para home theaters ou algum outro aparelho de som, saiba que aqueles números que “designam o modelo” são mais simples de entender do que você imagina, bem como a funcionalidade que eles representam.


Pois bem, se você tem dúvidas sobre isso, nós da So Fast podemos ajudar a esclarecer e, de quebra ainda te ajudar a escolher o sistema de som ideal para atender o seu ambiente e, logo, poder usufruir de uma experiência sonora de alto nível dentro do que você deseja.


Então, se você quer saber o que significam aqueles números como 2.0, 2.1, 3.1.2, 5.0, 5.1, 7.1, 7.2, 7.1.2 7.1.4, 7.2.4, 9.1.2, 9.1.4 presentes nos modelos de home theater e demais sistemas e aparelhos de som, bem como quais são os motivos para os mesmos serem atribuídos aos dispositivos, é só continuar acompanhando essa matéria.


No decorrer desta matéria, pretendemos explicar de forma clara e objetiva alguns detalhes sobre canais que compõem um sistema de som comum ou um home theater, assim como explicar o que cada um dos valores mencionados influência no desempenho do aparelho de som.


E claro que, como sempre, ainda rolam algumas indicações sobre qual dos modelos é melhor comprar, de acordo com o perfil de usuário, afinal de contas, são muitos os modelos, ou seja, você com certeza vai achar um que atenda às suas necessidades. Confira!

→ Para contextualizar...O que são Canais de Áudio, Mono e Estéreo?


Basicamente, para se definir canais de áudio de uma forma mais objetiva, digamos assim, basta dizer que são elementos que atuam como fontes sonoras independentes, mas em um mesmo sistema.


O padrão Mono é a abreviação de monofônico, que por sua vez atuava com apenas um canal, mas com a possibilidade de ter diversas caixas atuando nele. Mas havia um problema: todas as caixas emitiam exatamente as mesmas frequências.


Mas o segmento de sistemas áudio e seus elementos estão sempre evoluindo e sendo aperfeiçoado e, com a chegada do sistema estéreo, a percepção sonora em filmes, séries e músicas teve uma mudança imensa, que fez toda a diferença na experiência em conteúdos audiovisuais. Com a atuação de som estéreo tornou-se possível dividir os diferentes sons pelas caixas de som, resultando assim de um resultado mais próximo do que temos nos dias atuais.



→ 2.0, 2.1, 3.1.2, 5.0, 5.1, 7.1, 7.2, 7.1.2 7.1.4, 7.2.4, 9.1.2, 9.1.4? Pra que tanto número?

Bem, a maioria das pessoas não sabem ao certo o que significam esses números que diferenciam os sistemas de som, mas acredite, nem é tão complicado e entender o motivo deles é mais fácil do que você imagina.


Então vamos lá! O número que fica posicionado à esquerda do ponto significa quantos falantes comuns tem no sistema. Exemplo: Dispositivos de som comuns para ouvir músicas e que utilizam dois canais distintos de áudio, como os aparelhos microsystems.


Quanto ao número que está presente na direita do ponto, o mesmo representa a quantidade de subwoofers presentes no sistema de som. Vale ressaltar que subwoofers nada mais são do que caixas de som projetadas especialmente para reproduzir frequências muito baixas, popularmente chamados de graves. Para exemplificar, quem faz uso de equipamento de som automotivo geralmente mexe com esse tipo de caixa de som.


Agora, quando falamos em um Home Theater 5.1, por exemplo, neste estão presentes 5 canais para caixas de som comuns, as quais atuam para proporcionar sons médios e agudos e mais 1 subwoofer que vai trabalhar na reprodução dos graves.


Da mesma forma funciona para a nomenclatura 7.1, o qual é um padrão que se popularizar com o advento dos leitores de Blu-ray no mercado.

→ Para que serve tudo isso?


A quantidade de caixas de som fazem toda a diferença na experiência do usuário. Para exemplificar, atualmente já existem modelos de até 9.1.4, ou seja, conta com favorável quantidade de canais de áudio. Isso resulta em um ambiente sonoro praticamente completo, onde é possível experienciar qualidade de cinema em casa, ao que o áudio chega até você por todos os lados, o chamado som surround.


Pois bem, então para responder a pergunta “por que ter um sistema de som mais completo e com mais caixas de som?”. Para tanto, é mais fácil analisar a imagem a seguir:

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A imagem acima exemplifica uma possível disposição de caixas de som em um determinado ambiente.

Há de se notar que tem uma caixa frontal no centro da sala e mais duas frontais ao lado. Ainda estão presentes outras duas caixas de som na parte de trás da sala, fechando assim o sistema como se fosse um quadrado. Também nota-se um subwoofer presente no centro, o qual por sua vez, comanda os sons graves do sistema de som.

Ou seja, a disposição das caixas deste modo tornam-se capazes de favorecer um ambiente sonoro mais realista ao assistir conteúdos audiovisuais, como séries e filmes, por exemplo.

Imagine uma cena em um filme de ação onde há um helicóptero, com um sistema de som aprimorado e instalado corretamente, você vai perceber a trajetória do helicóptero, que vai passando pelas caixas de trás e indo até a frente do sistema, digno do que acontece em salas de cinema. Bem interessante não é mesmo?

Outros exemplos onde um sistema de som com várias caixas proporcionam experiência imersiva é conteúdos com batalhas medievais, filmes de guerra, bem como cenas com pessoas falando alto, com gritos, golpes, etc. Quando um conteúdo assim for desempenhado junto à um sistema de som com vários canais, o telespectador vai imergir no conteúdo, bem como perceber os sons que vêm de diferentes direções, logo tornando a experiência do filme ainda mais agradável.



→  Entenda melhor o que é e como funciona o som Surround


Já que falamos sobre o como os canais de áudio e sistemas de som otimizados são capazes de oferecer som surround, então vale a pena explicar um pouco mais sobre esse “fenômeno”.


Trata-se de som surround um tipo de padrão de áudio que tem como objetivo oferecer nível de imersão elevado ao usuário, partindo do princípio de ser capaz de proporcionar uma experiência o mais próximo possível da realidade.


Esse recurso de som à sua volta é o que sentimos no cinema e, que pode ser projetado na sala da sua casa ao investir em um sistema de som como os que citamos nos tópicos anteriores. Também é possível em certos modelos de fones de ouvido com múltiplos canais de áudio. 

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* Uma curiosidade interessante é que o nome do recurso partiu de uma tecnologia da Dolby e acabou se popularizando para a indústria.


Nos dias atuais, o termo surround é tido como sinônimo de áudio de qualidade e múltiplos canais, ao que é capaz de simular a reprodução de efeitos e ruídos vindos de várias direções diferentes. 


O termo surround vem do inglês e pode ser traduzido como “ao redor” e, de maneira sucinta, atua como um recurso capaz de determinar um padrão sonoro, apto para reproduzir áudio à partir de direções diferentes e, logo criar um ambiente capaz de envolver o ouvinte e então oferecer aquela sensação de imersão nos conteúdos.


A atuação deste modo de reprodução acontece por meio de sistemas complexos com múltiplas caixas de som. Sendo assim, essa tecnologia pode ser experienciada em locais além do cinema, como em ambientes com home-theater ou fones de ouvido que simulam a experiência – com o chamado surround virtual.



→ Qual é a vantagem de investir em um sistema de som surround?

Basicamente, as vantagens de optar por sistemas de som surround está ligadas ao entretenimento de qualidade, não apenas, mas majoritariamente. Afinal de contas, som surround é a opção certa para que busca imersão, bem como uma experiência mais natural e precisa em relação ao conteúdo sonoro que se pretende consumir, seja para maratonar séries, assistir filmes, jogar e ouvir músicas.

Investir em um sistema de som surround é capacitar um ambiente na sua casa com efeitos que se evidenciam de acordo com o conteúdo. Ao assistir um filme, por exemplo, quando ouvir determinado som ou ruído vindo de uma direção específica do ambiente, o recurso surround atua para criar a sensação de estar participando da cena.

Também podemos usar o exemplo de jogos do tipo FPS, no qual a experiência com recurso surround é capaz de maximizar a percepção do jogador durante as partidas.

Para as músicas, o efeito surround também apresenta seu trunfo, ao que as mesma recebem maior qualidade de reprodução com o surround. Com essa tecnologia fica muito mais fácil diferenciar os instrumentos, vozes, efeitos e demais aspectos e características presentes nas músicas. Ou seja, isso contribui com a melhor experiência do ouvido e, dependendo ainda do tipo de som e do arquivo utilizado, a qualidade pode ser ainda mais satisfatória.

→ Como faz para aproveitar a tecnologia  surround? 


Para que o sistema de som atue como surround é necessário que o mesmo esteja apto para reproduzir/simular áudio partindo de diferentes direções. Deste modo, para que isso ocorra, o dispositivo sonoro a ser utilizado precisa ter múltiplos canais, como os Home Theaters 5.1 ou 7.1, por exemplo, e até mesmo headsets gamer de alta qualidade e com essa mesma contagem.

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A indicação de 5.1 ou 7.1 diz respeito ao número de canais reconhecidos ou usados, além do subwoofer, que é o responsável pelos graves.

Sendo assim, como explicado anteriormente, se o sistema de som possui classificação 7.1, isso significa 7 alto-falantes + uma caixa maior que reproduz apenas as frequências mais baixas (graves).

Ah! E não podemos esquecer que, para que essa tecnologia funcione de forma otimizada, é imprescindível que o conteúdo a ser reproduzido tenha áudio correspondente.

Vale ainda destacar que além desses fatores, você pode acabar se deparando com certas nomenclaturas comerciais como DTS, Atmos, Pro-Logic e algumas outras. Pois bem, estes nomes se referem à tecnologias de processamento do som, muito embora possuam certo efeito na qualidade de reprodução, mas na verdade são bem semelhantes com o que é tido como surround.

→ Para deixar a experiência completa: Como melhor posicionar o home theater em casa

Vamos completar as informações, afinal de contas, depois de tudo o que já mostramos, vale a pena também ficar por dentro de algumas dicas valiosas para saber como melhor montar o home theater na sala da sua casa, de modo a deixar o aparelho ideal para proporcionar uma experiência totalmente envolvente e imersiva, como deve ser.

Pois bem, o falarmos em montar o home theater, isso se trata de como posicioná-lo de forma creta, onde cada um dos componentes (que inclui as caixas de som, o receptor, subwoofer e até mesmo a TV) deve estar no local adequado, a fim de garantir a melhor experiência de som e imagem ao telespectador. E, tudo isso, vai variar de acordo com o ambiente.

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Antes de mais nada, a primeira coisa que deve ser considerada é a distância entre o espectador e a TV, logo, isto é que vai determinar a posição dos demais componentes na sala. E, para ter a noção da distância ideal é necessário avaliar o tamanho da sala ou do cômodo em questão, tal com a TV. Vale destacar que quanto menor o ambiente, menor precisa ser a tela, para que assim possa garantir uma experiência visual de alto nível.

A de se levar em conta ainda a seguinte informação: displays com resolução Full HD possuem mais pixels que os HD em um mesmo espaço e, essa densidade de pixels maior é que faz a qualidade da imagem ser melhor. Sendo assim, a distância que o indivíduo irá ficar da TV é diferente em monitores de 1920 x 1080p ou de 1366 x 768p, os dois mais usados em home theater.

A seguir você pode visualizar a tabela que mostra o espaço, em metros, que o telespectador precisa estar da TV, considerando resolução e tamanho da tela. Ou seja, se você está pensando em montar um sistema desses e quer um resultado que valha a pena aqui vai uma dica valiosíssima: Antes de comprar a televisão, meça sua sala e certifique-se de qual a dimensão do monitor ideal para o ambiente em questão.

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→ A Posição certa para o Home Theater

Ok, chegamos ao ponto crucial, depois de todos os itens de acordo é hora de colocá-los devidamente sem seus lugares. Considerando o sistema mais usado que é o de 5.1, sua configuração requer que as duas caixas de som (A e A’) fiquem equidistantes e ligeiramente à frente da caixa central (B). Essa última, por sua vez, vai precisar ficar exatamente na frente do espectador (C), que estará a 30º em relação às caixas.

Obs: As letras entre parentes foram colocados a fim de oferecer maior entendimento visual nas imagens a seguir.


No que diz respeito às torres surround (D e D’), estas devem ser colocados um pouco atrás do espectador, a fim de formar um ângulo de 110º em relação a ele. Caso seja possível no ambiente, coloque as torres surround em um pouco mais distantes do espectador do que as caixas de som frontais ficarão do alto-falante central. Confira o esquema abaixo para entender melhor o posicionamento.

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No caso de você possuir um home theater 7.1, será necessário realizar certos ajustes no esquema apresentado anteriormente. Para começar, as as caixas surround (D e D’) deverão ficar com uma angulação pouco menor em relação ao ponto B, a uns 100º. 


Logo, você deverá posicionar as duas outras caixas (E e E’) a 140º do espectador, de forma que elas fiquem razoavelmente atrás dos pontos D e D’. Como na imagem a seguir.

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No que diz respeito à altura ideal, as caixas (A e A’; E e E’) devem ser instaladas na altura dos ouvidos de quem estiver sentado à frente do televisor. Se por algum motivo não der para fazer isso, então direcione as caixas neste sentido, independente se estejam acima ou abaixo dessa posição. 



→ E o que fazer com o subwoofer?


Bem, o subwoofer pode ser colocado em praticamente qualquer lugar do ambiente em questão. Como explicado nesta matéria anteriormente, o subwoofer é responsável por emitir os tons mais graves - frequência mais baixas. E considerando que esses sons não são direcionáveis, o subwoofer pode ser colocado onde você achar melhor na sala.


Contudo, há de se considerar algumas regras, as quais devem ser seguidas para garantir que o som seja o melhor possível. O dispositivo tem que ser mantido no chão, ou seja, basicamente dá pra deixar o subwoofer no canto que preferir, contanto que não seja sobre algum móvel. Isso porque a frequência baixa irá produzir vibrações no móvel e vai acabar resultando em ruídos que vão estragar a sua experiência sonora.


Mais uma dica é não deixar o subwoofer no centro de paredes paralelas, pois isso terá como consequência o irá eco; também evitar colocar muito no canto da sala, pois isso vai fazer com que o som fique abafado.

E então, curtiu esse compilado de informações úteis sobre sistemas e canais de som e, de quebra dicas interessantes de como montar o seu home theater para garantir som surround?

Sinta-se à vontade para compartilhar seus conhecimentos e opiniões nos comentários.

E se você gostou dessa matéria, vale a pena dar uma olhada no Blog da So Fast, onde você encontra muitas outras matérias nesse mesmo estilo informativo, assim como dicas de melhores produtos de áudio e vídeo e muito mais!


→ Dolby Atmos - Como Funciona e Porque Ter em Casa

→ Caixas de Embutir Mais Vendidas 

→ Melhores Modelos de Subwoofer
 

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